02 mars 2009
Tailândia 6 - Bangkok, O Regresso!
Creio que nunca tinha feito nada assim... Em cerca de 24 horas estive em 2 continentes e 4 países, com visitas às respectivas capitais.
A saga começou ontem, em Lisboa, ponto de partida para este meu regresso ao SE Asiático. 11h da manhã, levanto vôo rumo a Paris, a próxima escala, e onde tenho de esperar cerca de 6h pelo próximo vôo. Muito tempo para ficar à espera num aeroporto, ainda mais em Charles de Gaule... Decido apanhar um combóio e ir a Paris. Meto-me no RER B e lá vou eu. Após 30 minutos a atravessar bairros de Índios entramos finalmente em Paris. Atravessamos aquela larga fronteira que divide os dois mundos, o subúrbio da cidade, o pobre e o rico, o feio e o bonito, o sujo e o limpo, lá está a Périph, a larga circular que abraço toda a cidade de Paris. Talvez tenha exagerado um pouco, mas são dois mundos completamente diferentes.
Alguns minutos depois uma pagarem na Gare du Nord, mais alguns minutos e a paragem em Châtelet, o coração da cidade e o meu destino. Deixo a estação do metro/RER e atravesso o Forum Les Halles. Ainda mais Índios, muita polícia e um ambiente tenso no ar... Decido subir à superfície e passear um pouco. Mais Índios e... Putain! Será que me enganei no avião e vim para o Magrebe?! C'est le bordel!!! Mas não, a silhueta colorida ao fundo não engana. É mesmo o Georges Pompidou!
Um grupo de teatro de rua anima os trauseuntes na grande praça frente a este imponente espaço cultural. Um grande aglomerado de gente assiste e diverte-se. Isto é Paris... O tempo não permite e continuo o meu passeio. Sigo para Sul até ao Sena, olha a Torre Eiffel, caminho um pouco pela margem e direcciono-me então de novo para a zona de Châtelet. Ainda há tempo para comer alguma coisa e regresso ao aeroporto.
Uma das coisas que aprendi, foi que no aeroporto de Charles de Gaule tudo pode acontecer. Eu classifico-o como o aeroporto do terror, pois nunca sabemos o que nos espera... Posto isto, decidi regressar com alguma antecedência para evitar que qualquer imprevisto pusesse em risco a minha próxima viagem.
E lá está, ao chegar duas filas gigantes para mostrar os passaportes, uma para os portadores de passaporte europeu, outra para os restantes. Um funcionário encaminhava os viajantes para a respectiva fila. A espera foi longa, e mais à frente, surpresa das surpresas, as filas juntam-se e os funcionários que verificam os passaportes são os mesmos para as duas filas. Mais um funcionário para escolher à vez de ambas as filas... Organização à francesa...
Passada a longa espera para a verificação dos passaportes, vem a longa espera para os Raios-X. Tira portátil, tira cinto, moedinhas e telemóveis... Arruma portátil, põe o cinto, moedinhas e telemóveis no bolso... Mas já estou dentro! Alguma espera, e lá vou eu para Bangkok...
Fiquei contente ao ver que cada um dos lugares no avião possuía o seu próprio ecrã. Mais contente ainda quando vi que podíamos escolher vários filmes e séries para ver na viagem, incluíndo algumas novidades. Tento um filme, não está disponível. Tento outro, não está disponível. Tento as séries, e sou presenteado com a mensagem de que o vídeo on-demand está no limite de utilização de não pode ser mais utilizado. Boa! Os franceses, mestres da inovação!
Depois de uma noite a bordo, chego finalmente a Bangkok, às 12h locais. Uma nova e longa escala me espera, e porque não ir a Bangkok?!
Faço primeiro o check-in para Phnom Penh, pois pela primeira vez, numa viagem não me conseguiram fazer o check-in para todos os vôos no início. A Air France diz que este último vôo por ser de outra companhia tem um sistema diferente, ainda insisti que aquando da viagem do Camboja para Portugal conseguiram fazer, voltam a referir o sistema diferente... E assim tenho de fazer novo check-in para a última viagem. Algum tempo perdido a "apalpar" o esquema e lá percebi onde e como...
Apanho um taxi e lá vou eu, numa larga e florida auto-estrada rumo ao centro. Com o aproximar, começo a identificar os lugares e os edifícios. Lá está a Bayoke Tower, o edifício mais alto de Bangkok, ali à esquerda a zona da Sukumvit, o Emporium, a Ocean Tower II onde trabalhei... Uma súbita e intensa sensação nostálgica apoderou-se de mim. Recordo os bons tempos em que aqui vivi, os excelentes e mágicos momentos que cá passei. Foi quase à 7 anos... Parece que foi ontem... Esta cidade é muito especial para mim e desperta-me sempre grandes sentimentos de saudade. Vejo e revejo os edifícios, com um brilhozinho especial nos olhos. Estou aqui, estou de volta... A lagriminha fica no canto do olho...
Dirigi-me para Siam, uma das zonas comerciais e início da Sukumvit. É a área que mais me é familiar e que mais gostaria de rever.
Noto algumas diferenças... Uns prédios a mais aqui, uns shoppings ali, mas sobretudo há algo que mudou e muito para melhor, a poluição. Conseguiram que, e em especial os autocarros, deixassem de emitir aquelas gigantescas baforadas de fumo.
Tempo ainda para apanhar o Skytrain e ir para Phrom Phong, a minha antiga área de redidência. Uma visita ao Emporium e a caminhada até Asoke.
E ficou-se por aqui esta curta visita à cidade de Bangkok. Há que regressar ao aeroporto para novo embarque rumo a Phnom Penh.
Apesar de rápida a visita, acabou por se tornar em algo muito mais sentimental, mais até do que esperava. Bangkok é uma cidade vibrante, única e com uma vida inigualável. É um local onde as sensações e os sentimentos são mais fortes e intensos e talvez por isso se criem estes laços tão fortes. Foi bom voltar, foi bom rever, e mais uma vez: Até breve!
Novo embarque, mais uma viagem, a última de todas e a mais curta. Já estou em Phnom Penh, ponto de destino desta grande cruzada.
06 octobre 2005
Tailândia 5 - Ko Samui
Samui é a terceira maior ilha da Tailândia e conta com alguns dos locais mais paradisíacos do mundo.
Ficámos hospedados na praia de Chaweng num fantástico resort à beira-mar.
Chegámos numa agradável noite de Sexta-feira e depois de uma atribulada aventura para chegarmos ao hotel nada melhor que um jantar num dos muitos e acolhedores restaurantes na praia.
No topo norte da ilha encontra-se o famoso "Big Budha", com 12m de altura. A estátua está coberta de ouro e inserida num pequeno templo bastante interessante.
Interessante também era o facto de os visitantes poderem criar um pequeno mosaico para depois deixarem na extensa entrada do templo. O nosso ficou assim:
A sul fica a lindíssima praia de Hin Ta Hin Yai com as suas belas rochas desgastadas da erosão.
Junto à praia situam-se as duas rochas mais famosas do planeta... :-) O "Big Papa" e a "Big-Mama". Certamente que já as viram a circular aí nuns emails.
No interior, é possível visitar algumas das bonitas cascatas da ilha e apreciar um longo passeio de elefante pelo meio da floresta tropical.
Samui é um paraíso e jamais esquecerei um dos melhores fins-de-semana da minha vida, lá passado. As paisagens, as cores, cheiros e o ambiente da ilha fascinam qualquer um num local ainda mal descoberto pelo turismo.
17 août 2005
Tailândia 4 - Kanchanaburi
A cidade de Kanchanaburi surge associada ao vergonhoso episódio da construção do caminho de ferro Birmânia - Sião, em 1942-1943. É nos arredores desta cidade que se encontram as famosas pontes sobre o rio Kwai e o cemitério de Guerra de Kanchanaburi.
Para além do percurso histórico e da fabulosa viagem de combóio é possível admirarmos uma espantosa paisagem de belíssimas colinas de calcário.
O passeio pelo rio é imperdível. São paisagens que nunca mais esqueceremos...
13 août 2005
Tailândia 3 - Taling Chan
Taling Chan é um dos famosos mercados flutuantes da Tailândia. Inúmeros vendedores nos seus pequenos barcos enchem os canais desta localidade nos arredores de BKK.
Tailândia 2 - Ayutthaya
Outrora capital de um reino e da Tailândia, a cidade de AYT surpreende pela beleza e pela autenticidade. Um sem número de belíssimos monumentos em ruinas despontam por entre um verde intenso nas margens do rio Sukhothai.

A cidade não é muito grande, mas é dispersa e requer o aluguer de um veículo motorizado, ou então de um elefante...


Um passeio imperdível de fazer lembrar um pouco Wat Angkor.

O grupo que participou na visita:
E quem não se lembra deste cenário no filme "Mortal Kombat"? É o Wat Wattbanaram.
12 août 2005
Tailândia 1 - Bangkok
BKK, a cidade dos anjos para os Asiáticos e onde não nos podemos deixar levar pelas aparências. À primeira vista parece que estamos perante um pesadelo. Calor extremo, poluição, trânsito caótico, mau cheiro e muita sujidade nas ruas caracterizam uma cidade oriental que nos parece muito feia. Tudo é muito escuro e macabro, agravado ainda mais pelo facto de se estar no início da época das chuvas e o sol não aparecer.
Mas em poucos dias o pânico passa e o inferno vai-se tranformando pouco a pouco num ambiente agradável e familiar. Começamos a apreciar o que realmente a cidade nos oferece de bom e a sentir um bem-estar fabuloso. Esquecemos os cheiros, esquecemos o calor e a poluição...
A pouco e pouco reparamos na vida que nos rodeia, na cultura de um povo e no seu bem-estar. Afinal existem coisas mais importantes do que os pequenos detalhes que nos incomodavam. Familiarizamo-nos com o ambiente.
Centro turístico da cidade é o Grand Palace e Wat Phra Kaeo. Um palácio fabuloso rodeado por 1900m de muralhas e construído em 1782.
O grupo de 5 portugueses na visita juntamente com o nosso amigo índio alemão. Faltava claro o outro índio que estava a tirar a foto...
Pertinho de Wat Phra Kaeo fica o maior e mais antigo templo de BKK, o Wat Pho. Actualmente é o maior centro de ensino público do país. É também o local que guarda o fabuloso Buda reclinado.
Uma das maiores experiências é sem dúvida a visita ao bairro chinês. São dezenas de pequenas ruas repletas de gente e de pequenos mercados e onde se encontra de tudo um pouco por entre um intenso cheiro a incenso.
Em pleno parque de Dusit encontra-se o Palácio Wimanmek. É uma estrutura de 3 andares, mais parecida com uma mansão Victoriana totalmente construída em madeira. Outra particularidade é o facto de não terem sido usados pregos na sua montagem.
A maior de todas as experiências foi talvez aquela em que nos encontrámos rodeados de água por todos os lados. Foi uma aventura termos conseguido chegar ao trabalho com os pés sequinhos... Mas foi engraçado passarmos por algo que só se vê na televisão.
BKK é uma cidade frenética, exótica e muito atraente que marca pela diferença. Aqui é normal encontrar e conviver com o anormal.
Merece bem uma visita e quanto mais prolongada melhor...

















