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Histórias de viagens neste mundo fantástico

28 mars 2009

Camboja 8 - Desfile Tini Tinou

Inserido no Festival Internacional de Circo no Camboja, decorreu hoje nas ruas de Phnom Penh um desfile de artistas circenses bastante engraçado. Com um estilo muito próprio, o desfile da Tini Tinou encheu as ruas da cidade de muita cor e alegria.

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Muita música, malabaristas e criatividade animaram esta tarde de Sábado. Nada melhor que um pequeno vídeo para transmitir esta alegria.

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21 mars 2009

Camboja 7 - Siem Reap / Aldeia Flutuante

Aproveitando a "boleia" para Siem Reap de dois colegas portugueses que vieram ao Camboja para uma pequena missão, e que pretendiam visitar os templos de Angkor, decidi regressar à segunda cidade do Camboja desta vez não para uma visita aos templos mas sim para conhecer a "Floating Village" ou Aldeia Flutuante.

Mais uma jornada de 6 horas de autocarro até Siem Reap, a grande urbe do noroeste do país, para depois apanhar uma motoreta que me levaria até às imediações do Tonlé Sap, que em Cambojano quer dizer "o grande rio". De motoreta foram mais uns 30 minutos até ao Camboja profundo. Aqui tudo é diferente de Phnom Penh ou mesmo do centro de Siem Reap. As casas são pequenos abrigos em madeira e elevadas para evitar a monção. As crianças brincam nuas na rua e usam pequenas garrafas plasticas espalmadas como carrinhos que puxam com um pequeno cordel. Também na rua as mulheres cozinham e preparam as refeições em pequenas fogueiras alimentadas pelos galhos que colhem nos pequenos bosques das imediações. Os maridos dedicam-se à pesca ou ao cultivo de arroz nos vastos e verdejantes campos que se estendem para lá das modestas habitações que ladeiam a estrada.

Aqui não há electricidade, esgotos e água canalizada. Não há certos bens considerados de primeira necessidade pela nossa cultura ocidental mas há, ainda assim algo fundamental. A felicidade e os sorrisos na cara das pessoas!

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O entrar na aldeia é acompanhado de um cheiro fétido resultante dos despejos feitos nos pequenos charcos que ainda restam da época das chuvas e dos lixos que se acumulam um pouco por todo o lado. Mais à frente outro cheiro toma conta desta poeirenta atmosfera, um cheiro que me é familiar e que indica que cheguei ao destino. Cheira à antiga Lota da Nazaré, cheira a peixe, pois é aqui que são feitas as descargas dos pescadores e é tratado o produto da pesca.

É também neste local que é feito o acesso ao lago Tonlé Sap através de um canal de água bem barrenta que resulta da agitação provocada pelas dezenas de barcos que aqui passam.

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Apanho o meu barco, cujo bilhete já havia comprado durante o caminho num pequeno posto criado para o efeito e lá vou eu...

No canal, são já muitas as edificações flutuantes  que preenchem as suas margens e alguns os pescadores que se aventuram na procura de algum pescado.

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Percorrido o canal, entramos finalmente no Tonlé Sap, o grande lago e avistamos ao fundo a tão desejada aldeia flutuante.

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Trata-se de uma aldeia construída por emigrantes Vietnamitas e constituída por pequenas habitações flutuantes na margem norte do lago Tonlé Sap. A aldeia é bastante completa e possui supermercados, restaurantes e escolas, tudo sob plataformas flutuantes. Nada melhor do que uma fotografia aérea da aldeia para se conseguir ter uma melhor noção, como esta que retirei da famosa ferramenta Google Earth.

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O lago Tonlé Sap é um dos maiores ecosistemas do mundo, dado tratar-se do maior lago de água doce da Ásia e possuir a maior concentração de peixe conhecida. Estas fantásticas características garantiram-lhe o estatuto de Biosfera da Unesco em 1997. Cerca de 75% do peixe pescado no Camboja provém deste lago cujo nível varia cerca de 8m entre a estação seca e a estação das chuvas.

Não é portanto de admirar quais as razões que levaram tantos emigrantes a fixarem-se nestas águas.

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Aqui as ruas, os passeios e os jardins são as águas barrentas do lago. Toda e qualquer necessidade de locomoção depende du uso de pequenas embarcações. Os animais são também criados em pequenas "jaulas" flutuantes.

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Outra actividade existente nesta aldeia é a da criação de crocodilos, em jaulas que mantêm submersas. Dos crocodilos aproveitam a carne, também servida nos restaurantes da aldeia, e a pele, muito utilizada em calçado e acessórios como malas e carteiras.

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Eu pessoalmente não me admiro que com alguma falta de cuidado, algo perfeitamente normal nestas bandas, de vez em quando deixem fugir um destes bichinhos para o lago...

Em algumas das casas flutuantes é possível assistir ao trabalho dos pescadores a remendarem as redes.

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Finda a visita, é tempo de voltar a Siem Reap. A motoreta lá estava à minha espera e em 30 poeirentos minutos lá estava eu no coração da cidade, que ainda poderia visitar com alguma calma.

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Em termos de atracções turísticas não há muito que se possa visitar em Siem Reap. A cidade vive essecialmente dos Templos de Angkor e é um dormitório para os milhares de turistas que visitam os templos. Para além de uma fantástica vida nocturna e do interessante mercado Psar Chaa, onde se pode encontrar de tudo um pouco a bons preços, com especial incidência nas sedas e souvenirs, os visitantes não têm muito mais por onde escolher.

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A meio do segundo dia, é hora de voltar à rodoviária de Siem Reap, desta vez de Tuk-Tuk.

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Tempo ainda para fotografar a estação de autocarros local.

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E mais 6 horas de viagem até Phnom Penh...

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Camboja 6 - Casamento da Phally

Sempre considerei que há diferenças entre visitar um país e viver num país, ou seja, entre ir a um determinado local de férias ou para uma estadia prolongada. Falo por experiência própria, pois em todos os países onde estive, há muitos detalhes, muitas realidades, sobre os quais só nos apercebemos após algum tempo. Por exemplo, normalmente, as primeiras semanas são sempre tempos do fascínio, da novidade e da descoberta. Passando a barreira das 4 semanas começamos realmente a viver o país e é aí que começam a ressaltar os problemas, as dificuldades e nos apercebemos de alguns aspectos negativos da sociedade onde estamos inseridos.

Como normalmente as pessoas apenas passam poucas semanas de férias noutros países, é muito raro tomarem consciência dos verdadeiros problemas que os assolam. É por isto que o Portuga também tem aquela falsa ilusão de que lá fora tudo é bom, pois nunca ficam tempo suficiente para ultrapassar esta barreira da fase do encanto.

Isto a propósito de algumas experiências interessantes que podemos ter aquando destas inserções nestes "novos" mundos. Foi um desses momentos especiais que vivi esta semana, ao estar presente na festa de casamento da minha colega Phally. Um convite que decidi aceitar não tanto pela nossa relação pessoal mas mais pelo facto de se tratar da possibilidade de assistir a uma festa deste género na cultura Khmer.

Convite

A Phally é a nossa secretária na Alcatel-Lucent Camboja e é talvez a Cambojana mais bonita e simpática que conheci. Para ser sincero, é das poucas Cambojanas bonitas que aqui existem...

As festas de casamento locais são no fundo uma reunião de familiares e amigos num grande jantar, normalmente em grandes restaurantes que existem para o efeito, e onde é feito um pequeno ritual para celebrar o especial momento de união. Por tradição, a noiva pode trocar de vestido 8 ou mais vezes durante a festa, consoante o nível social da família. Isto, num evento que dura poucas horas... A Phally decidiu fugir à regra e segundo as minhas contas usou apenas 4. E não foi pelo facto de pertencer a uma classe baixa, antes pelo contrário.

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A ementa foi muito variada desde as várias entradas aos pratos principais. Especial destaque para uma das entradas com um aspecto tipo "noodles" ( massas chinesas ), que só após eu ter terminado me disseram do que se tratava verdadeiramente. Não eram "noodles" mas sim pele de porco...

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Mas era bom...

Quanto ao restante, tudo deliciosas iguarias locais.

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No final, espaço para as tradicionais danças sempre em torno de uma mesa cuidadosamente ornamentada.

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Ainda toda a comitiva Alcateliana.

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Com tudo isto, creio que tornei a Phally na noiva Cambojana mais famosa em Portugal ( ainda que sem direito a revistas cor-de-rosa ) e eu no primeiro português a assistir a um casamento Cambojano?! Como os meus netos vão ficar orgulhosos de mim...

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02 mars 2009

Tailândia 6 - Bangkok, O Regresso!

Creio que nunca tinha feito nada assim... Em cerca de 24 horas estive em 2 continentes e 4 países, com visitas às respectivas capitais.

A saga começou ontem, em Lisboa, ponto de partida para este meu regresso ao SE Asiático. 11h da manhã, levanto vôo rumo a Paris, a próxima escala, e onde tenho de esperar cerca de 6h pelo próximo vôo. Muito tempo para ficar à espera num aeroporto, ainda mais em Charles de Gaule... Decido apanhar um combóio e ir a Paris. Meto-me no RER B e lá vou eu. Após 30 minutos a atravessar bairros de Índios entramos finalmente em Paris. Atravessamos aquela larga fronteira que divide os dois mundos, o subúrbio da cidade, o pobre e o rico, o feio e o bonito, o sujo e o limpo, lá está a Périph, a larga circular que abraço toda a cidade de Paris. Talvez tenha exagerado um pouco, mas são dois mundos completamente diferentes.

Alguns minutos depois uma pagarem na Gare du Nord, mais alguns minutos e a paragem em Châtelet, o coração da cidade e o meu destino. Deixo a estação do metro/RER e atravesso o Forum Les Halles. Ainda mais Índios, muita polícia e um ambiente tenso no ar... Decido subir à superfície e passear um pouco. Mais Índios e... Putain! Será que me enganei no avião e vim para o Magrebe?! C'est le bordel!!! Mas não, a silhueta colorida ao fundo não engana. É mesmo o Georges Pompidou!

Um grupo de teatro de rua anima os trauseuntes na grande praça frente a este imponente espaço cultural. Um grande aglomerado de gente assiste e diverte-se. Isto é Paris... O tempo não permite e continuo o meu passeio. Sigo para Sul até ao Sena, olha a Torre Eiffel, caminho um pouco pela margem e direcciono-me então de novo para a zona de Châtelet. Ainda há tempo para comer alguma coisa e regresso ao aeroporto.

Uma das coisas que aprendi, foi que no aeroporto de Charles de Gaule tudo pode acontecer. Eu classifico-o como o aeroporto do terror, pois nunca sabemos o que nos espera... Posto isto, decidi regressar com alguma antecedência para evitar que qualquer imprevisto pusesse em risco a minha próxima viagem.
E lá está, ao chegar duas filas gigantes para mostrar os passaportes, uma para os portadores de passaporte europeu, outra para os restantes. Um funcionário encaminhava os viajantes para a respectiva fila. A espera foi longa, e mais à frente, surpresa das surpresas, as filas juntam-se e os funcionários que verificam os passaportes são os mesmos para as duas filas. Mais um funcionário para escolher à vez de ambas as filas... Organização à francesa...
Passada a longa espera para a verificação dos passaportes, vem a longa espera para os Raios-X. Tira portátil, tira cinto, moedinhas e telemóveis... Arruma portátil, põe o cinto, moedinhas e telemóveis no bolso... Mas já estou dentro! Alguma espera, e lá vou eu para Bangkok...

Fiquei contente ao ver que cada um dos lugares no avião possuía o seu próprio ecrã. Mais contente ainda quando vi que podíamos escolher vários filmes e séries para ver na viagem, incluíndo algumas novidades. Tento um filme, não está disponível. Tento outro, não está disponível. Tento as séries, e sou presenteado com a mensagem de que o vídeo on-demand está no limite de utilização de não pode ser mais utilizado. Boa! Os franceses, mestres da inovação!

Depois de uma noite a bordo, chego finalmente a Bangkok, às 12h locais. Uma nova e longa escala me espera, e porque não ir a Bangkok?!

Faço primeiro o check-in para Phnom Penh, pois pela primeira vez, numa viagem não me conseguiram fazer o check-in para todos os vôos no início. A Air France diz que este último vôo por ser de outra companhia tem um sistema diferente, ainda insisti que aquando da viagem do Camboja para Portugal conseguiram fazer, voltam a referir o sistema diferente... E assim tenho de fazer novo check-in para a última viagem. Algum tempo perdido a "apalpar" o esquema e lá percebi onde e como...

Apanho um taxi e lá vou eu, numa larga e florida auto-estrada rumo ao centro. Com o aproximar, começo a identificar os lugares e os edifícios. Lá está a Bayoke Tower, o edifício mais alto de Bangkok, ali à esquerda a zona da Sukumvit, o Emporium, a Ocean Tower II onde trabalhei... Uma súbita e intensa sensação nostálgica apoderou-se de mim. Recordo os bons tempos em que aqui vivi, os excelentes e mágicos momentos que cá passei. Foi quase à 7 anos... Parece que foi ontem... Esta cidade é muito especial para mim e desperta-me sempre grandes sentimentos de saudade. Vejo e revejo os edifícios, com um brilhozinho especial nos olhos. Estou aqui, estou de volta... A lagriminha fica no canto do olho...

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Dirigi-me para Siam, uma das zonas comerciais e início da Sukumvit. É a área que mais me é familiar e que mais gostaria de rever.

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Noto algumas diferenças... Uns prédios a mais aqui, uns shoppings ali, mas sobretudo há algo que mudou e muito para melhor, a poluição. Conseguiram que, e em especial os autocarros, deixassem de emitir aquelas gigantescas baforadas de fumo.

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Tempo ainda para apanhar o Skytrain e ir para Phrom Phong, a minha antiga área de redidência. Uma visita ao Emporium e a caminhada até Asoke.

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E ficou-se por aqui esta curta visita à cidade de Bangkok. Há que regressar ao aeroporto para novo embarque rumo a Phnom Penh.

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Apesar de rápida a visita, acabou por se tornar em algo muito mais sentimental, mais até do que esperava. Bangkok é uma cidade vibrante, única e com uma vida inigualável. É um local onde as sensações e os sentimentos são mais fortes e intensos e talvez por isso se criem estes laços tão fortes. Foi bom voltar, foi bom rever, e mais uma vez: Até breve!

Novo embarque, mais uma viagem, a última de todas e a mais curta. Já estou em Phnom Penh, ponto de destino desta grande cruzada.

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10 février 2009

Camboja 5 - Sihanoukville; Porque há fins de semana assim!

Costuma-se dizer que "quem vai para o mar, avia-se me terra!". Pois bem, agora que chegou a altura de ir ao mar é que tomei consciencia da quantidade de coisas que ficaram para trás, em terras lusitanas. Faltam os calções de banho, chinelos de praia/sandálias, equipamento de snorkling e o marine pack para a máquina fotográfica. Se a falta de uns se consegue remediar, já a de outros não é assim tão simples, e em especial os calções de banho. Durante a semana ainda visitei algumas lojas de desporto à procura de calções que fossem minimamente ao meu gosto. Difícil a escolha... Os únicos que considerei aceitáveis não existiam claro, para o meu tamanho. O máximo era o tamanho normal Cambojano ou seja "S". Segui então o conselho de procurar melhor em Sihanoukville, sempre é uma cidade na costa e deve estar melhor apetrechada com uma oferta mais alargada.

Sábado de manhã, lá me levantei bem cedo para apanhar o primeiro autocarro de Phnom Penh para Sihanoukville, a cidade costeira a cerca de 250Km da capital e famosa pelas suas praias de areia branca e pelas ilhas que ornamentam o horizonte para lá da linha da costa. 4 horas depois, muito karaoke e um péssimo filme de 5ª categoria americano com uma dobragem de 10ª categoria para Cambojano, lá cheguei ao meu ponto de destino. Primeira tarefa, o retorno à busca pelos calções de banho.

Dirigi-me então a um grande mercado adjacente à rodoviária local e onde era exibido um grande placard que dizia "International Trade Center". Reparei que tinha um pouco de tudo incluíndo todo o tipo de brinquedos para a praia e várias pequenas lojas de roupa. Devo conseguir aqui, pensei... Visito uma, duas, três e o desânimo começa-se a apoderar de mim. Dou de caras com a realidade local e começo a ficar preocupado.
No Camboja a noção de calções de banho está associada a dois estilos, o primeiro consegue ter uma forma aceitável mas apresenta uns padrões de péssimo gosto, ora repletos de gigantescas flores, ora com bonecada bem ao estilo Pokemon, ambos com cores fluorescentes e bem ao estilo Asiático. Para fugir a estes modelos, resta a segunda hipótese, herdada talvez da Austrália, país de origem da grande maioria dos turistas, que são uns calções compridíssimos e com figuras algo carnavalescas alusivas ao surf. Não é que não tivessem a sua piada, mas já não tenho 15 anos e preferia algo diferente. No entanto, não havia outra escolha... Venham eles...

A minha opção para o alojamento recaíu sobre um resort na melhor das praias da zona, o Sokha Beach Resort. Precisava de algum descanso e conforto para o fim-de-semana e esta foi sem dúvida a melhor opção.

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O hotel dispunha de um grande conjunto de infra-estruturas e uma vasta oferta turística que infelizmente não deu para aproveitar ao máximo dada a curta estadia.

A praia era quase exclusiva do hotel e era sem dúvida uma das melhores. Neste primeiro dia, muito descanso após a viagem (a apreciar a vista em baixo), uma bela soneca e o assistir a um fabuloso por-do-sol.

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O segundo dia foi dedicado a um passeio pelas ilhas de Sianoukville. A partida foi feita a partir da praia de Occheuteal numa pequena e rudimentar embarcação, que apesar de parecer cheia, por várias vezes que conseguiu levar mais alguns turistas. Um jeitinho aqui, outro ali e lá nos acomodámos e preparámos para a partida.

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A pequena embarcação lá rumou em direcção ao aglomerado de ilhas a Sudeste no seu ritmo lento e constante. O motor, algo ruidoso, a funcionar quase ao "ralenti" e numa melodia quase monótona, não era no entanto sufuciente para quebrar o fascínio da viagem, a beleza daquele mar e a agradável sensação da fresca brisa marítima da manhã a trespassar pelo nosso corpo. O local ideal, a temperatura ideal e um ambiente ideal! Um pequeno paraíso, e eu ali...

As ilhas eram entre si bastante semelhantes, umas maiores, outra mais pequenas, todas se assemelhavam a uma grande mancha verde plantada no meio do aceano. Parecia que alguém tinha arrancado um pedaço de floresta densa e tropical e largado ali, o bloco no meio do oceano.

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De repente, e no meio do oceano, eis que o motor começa a falhar, em seguida pára por completo. Alguma expectativa, mas a cara do condutor não engana... Tudo controlado e supreende-nos com um garrafão de gasolina que tinha escondido em baixo. Foi apenas falta de combustível e está aqui mais para reabastecer.

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A primeira paragem, junto a uma destas pequeníssimas ilhas serviu para um pequeno e relaxante mergulho e a possibilidade de se fazer algum snorkling junto do coral perto das margens. Sempre previnidos, disponibilizaram o equipamento para o snorkling aos turistas pelo que sempre tive hipótese de contemplar as belezas sub-aquáticas. Infelizmente, a ondulação sentida nos dias anteriores retirou grande parte da transparência das águas e não foi possível observar o coral nas melhores condições.

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A paragem seguinte foi na "Bamboo Island", a maior das ilhas deste grupo e ponto de destino desta nossa viagem. Chegámos cedo e ainda tive algum tempo para explorar a ilha antes que nos servissem o almoço em plena praia. A ilha é de facto muito bonita e bastante agradável. Um local calmo, longe das confusões, do turismo de massas e da agitação das praias que conhecemos. Um recanto natural, ainda preservado e de grande harmonia.

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A única infra-estrutura existente são os pequenos bungalows destinados sobretudo aos mochileiros e amantes deste tipo de natureza.

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Ainda fiz uma pequena tentativa para penetrar na densa e verdejante floresta da ilha. Após algumas centenas de metros desisti, pois o pequeno trilho que tomei depressa se desfez no emaranhado de plantas, árvores e arbustos. O calor aqui também era bastante mais intenso e a humidade muito superior e os insectos também começavam a não me largar.

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Regresso à praia e ao almoço. Mais algum tempo para disfrutar e o preparar para o regresso.

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O regresso foi feito ao mesmo ritmo, lento e constante. Ainda uma paragem numa outra ilha para mais um mergulho e uma dose de snorkling. A água apresentava-se em melhores condições, mas ainda assim a transparência não era a melhor. Fiquei admirado com a quantidade de coral existente naquelas pequenas ilhas. Ainda que não tão bonito e colorido como outros que já observei, a quantidade é de facto muito superior e numa densidade bastante mais elevada. Parece que aqui ainda não chegaram os El Niños e Niñas ou as desculpas associadas...

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À chegada à praia de Occheuteal tudo mudou. A praia estava repleta de locais que aproveitaram o Domingo para aqui se virem divertir. Inúmeros barcos a motor roncavam e partilhavam o espaço com os banhistas, nas suas peripécias a alta velocidade. Várias motas de água faziam tangentes e utilizavam as pessoas como pinos para as manobras. Centenas e centenas de banhistas enchiam as águas de uma energia sem igual e lá se iam deliciando e aproveitando ao máximo nos seus pequenos jogos aquáticos. No areal, são muitos os vendedores ambulantes de vários tipos de comidas típicas que vão a pouco e pouco deliciando todos os que por ali se encontram para estes encontros de convívio e estes pique-niques tradicionais.

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Como sempre acontece, o dia da partida é sempre o dia onde as condições meteorológicas são as melhores. Comigo é tradição! Um dia lindo, solarengo e um mar azul, calminho e apetecível. Resta-me ainda algum tempo, e vou explorar a baía de Sokha Beach, de um extremo ao outro.

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A temperatura da água do mar? Não sei ao certo, mas nunca inferior a 30ºC...

Apanho uma motoreta, e lá vou eu com destino à rodoviária de Sihanoukville, em pleno centro da cidade. A estação rodoviária não é mais que um espaço em campo aberto onde se amontoam os autocarros das várias companhias, pequenos pontos de venda de bilhetes e um infindável número de tuk-tuks e motoretas.

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Ainda antes de entrar no autocarro, reparei numa senhora de idade que também se encontrava à espera e que muito se ia movimentando entre os diversos pontos de venda de bebidas, a pequena zona de espera e as bilheteiras, sempre muito faladora e amável para todos. Coincidência ou talvez não, ao entrar no autocarro constatei que a senhora estava sentada no lugar ao lado do meu, e que seria a minha companheira de viagem.
Era uma senhora lindíssima, australiana, professora e missionária, que se encontra no Camboja há alguns anos onde já fez vários tipos de missões humanitárias. Uma senhora com uma presença e uma aura fantásticas e uma história de vida muito bonita, com passagens desde o Kenya, o Uganda, até este país Asiático. Dedicou a vida inteira a ajudar ou outros, a ensinar e a educar. Alguém que deu muito ao mundo, de muito valor e a quem o mundo vai ficar muito a dever...
Continua a ajudar, apesar da idade que se aproxima dos 70, e sente que é esse o seu dever e o seu objectivo. Lecciona inglês, mas sabe que tem de ir muito para além do ensino da língua universal. A grandmother Mary, como gosta que a tratem, sente que tem obrigações noutras áreas e vai ensinando muito desde cidadania aos conceitos de higiene, que neste países são ignorados. Fá-lo porque quer ajudar e porque se sente feliz e realizada em dar este contributo. Tem saudades do seu país e da sua família mas corajosamente vai seguindo o seu caminho, a sua felicidade e os seus objectivos.
Claro está que foi uma viagem muito agradável. Senti-me lisonjeado por poder estar com alguem assim, por poder partilhar experiências e aventuras com alguém tão vivido, com tanto para dizer, com tão bons conselhos para dar. As 4 horas da viagem passaram sem eu dar por nada. Senti-me bem, a senhora também e no fim agradeceu a companhia e a conversa. Confessou que também tinha recuperado energias e que tinha voltado à forma. Não é todos os dias que se encontram pessoas assim... Eu tive o meu dia!
Por muito bom que tenha sido o meu fim-de-semana, este viagem vai ficar eternamente marcada por estes momentos que passei com a Grandmother Mary. No final ficou aquele abraço e a despedida. Um dia quem sabe... É assim a vida de viajante, as pessoas vêm e vão, como os locais que se vão visitando sem que se criem grandes ligações. Mas é essa a magia, que com um pouco de tudo nos vai fazendo assim!

Resta-me agradecer também à Grandmother Mary... Um Muito Obrigado por ter tornado esta viagem tão especial!

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18 janvier 2009

Camboja 4 - Preileep

Neste meu regresso ao Camboja, e a convite de locais fui até Preileep, conhecer e sentir um dos muitos lugares para onde os Cambojanos se costumam dirigir aos fins-de-semana. Preileep é uma povoação a norte de Phnom Penh junto ao rio Mekong e onde foram instalados vários restaurantes muito relaxantes sobre as águas calmas do rio. Os restaurantes apresentam vários espaços muito tranquilos onde os grupos e as famílias se juntam para apreciar uma boa refeição sempre acompanhada da boa cerveja nacional e passar depois umas boas horas de lazer.

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A cozinha, do lado de fora, ampla e funcional.

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São vários os grupos de jovens que aqui se juntam para passar as tardes dos fins-de-semana e também as famílias que vão aproveitando para confraternizar.

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Em cada um dos espaços, e à medida que vão sendo preenchidos, são colocados tapetes, onde as pessoas se instalam. A comida é servida no chão, de forma muito tradicional.

O espaço é muito arejado e agradável, com uma brisa fresca que alivia do habitual calor muito húmido. A vista sobre o rio é também bastante relaxante. Ideal mesmo para recarregar as baterias para mais uma semana de trabalho.

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Dado que é um espaço 100% dedicado a Cambojanos, o menu estava também ele na língua local. Mas não precisei de ajuda, pois deixei ao critério de quem sabe...
E o nosso almoço? O que se segue... E garanto que estava muito bom!!!

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14 décembre 2008

França 3 - Chenonceau e Amboise

A cerca de 250Km de Nantes e com alguns graus centígrados a menos, fica o magnífico castelo de Chenonceau. Construído sob as águas do rio Cher, em 1513, este charmoso castelo é conhecido por ser os castelo das damas na história francesa. A sua história está ligada a 3 grandes mulheres, Katherine Briçonnet, Diane de Poitiers e Catherine de Médicis que lhe conferiram alterações e ajustes profundos, cada um à sua maneira, e que o tornam num local único e especial.

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A totalidade do edifício principal situa-se sobre o rio tendo sido construído sobre uma antiga ponte.

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O interior é bastante rico e interessante.

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Junto ao castelo, os fantásticos jardins, certamente mais bonitos no verão, e as dependências de apoio. Existe também uma pequena quinta com vários edifícios típicos.

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Não longe de Chenonceau, fica a vila de Amboise, famosa por ser a localização da mansão Clos Lucé. A mansão construída em meados do séc. XV foi adquirida em 1490 pelo Rei Charles VIII de França para a sua esposa Anne de Bretagne. Mais tarde foi usada pelo Rei François I, que, em 1516, a cedeu a Leonardo da Vinci, o qual havia convidado para trabalhar em Amboise. Da Vinci passou assim os 3 últimos anos da sua vida nesta mansão, onde acabaria por morrer em 1519.

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O interior da mansão contém actualmente um pequeno museu sobre o génio Da Vinci e oferece regularmente vários programas culturais.Sinceramente, vale mais pela história e pela mística do que pelo museu, muito inferior por exemplo ao museu Da Vinci de Coimbra.

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12 décembre 2008

França 2 - Nantes

Mesmo conhecendo algumas e boas excepções costumo por vezes considerar que o nível de interesse das cidades se mede pelo número de páginas que lhes estão dedicadas nos guias turísticos. Mal tomei conhecimento da minha visita a Nantes para este curto projecto, consultei logo o guia de França que já possuía e para minha surpresa, a cidade de Nantes ocupa apenas uma página desta secção do Vale do Loire. Estranho pensei, para uma cidade desta dimensão e de importância tão significativa na Bretanha. Bom, pode ser que seja mais uma excepção...

Mas bastaram apenas alguns dias na cidade para facilmente perceber que não era uma excepção. Além de alguns monumentos de algum interesse e do centro histórico algo pitoresco, a cidade não tem muito mais para oferecer. Constituído por várias ruas e ruelas, o centro histórico é um interessante local repleto de comércio, vários restaurantes e bares mas desprovido de pessoas, com um ambiente algo parado e pouco excitante.

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No centro da cidade numa antiga zona ribeirinha, que já não o é por terem aterrado um dos braços do rio Loire, fica o Château des Ducs de Bretagne, construído sobre as antigas muralhas que ladeavam a cidade. Trata-se de uma construção fortificada do séc. XIII e que serviu de residência a vários duques até à bem pouco tempo atrás.

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O Castelo alberga hoje vários espaços culturais e um museu.

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Outro dos locais a visitar é a Catedral de Nantes, uma catedral de estilo gótico iniciada em 1434 e cuja construção só terminou em 1891.

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Passando a sua construção por várias fases, são notórias algumas diferenças de estilos de construção.

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Em plena praça Graslin fica o Teatro com o mesmo nome.

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De realçar a excelente gastronomia da região que se pode degustar em alguns dos restaurantes mais requintados da cidade de Nantes. Desta vez a estadia em França favoreceu essa vertente e digo-vos que valeu muito!

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08 novembre 2008

Camboja 3 - A Partida

"Have a pleasant flight!" _ O avião recuava e afastava-se do terminal. Lá fora uma trovoada medonha e uma chuvada mais que torrencial. Não há chuva como a da monção Asiática...
Um relâmpago súbito faz da noite dia, ainda que apenas por um segundo. Um, dois, três, quatro conto eu, quando sou interrompido pelo trovão. Pelo menos não está assim tão perto. O avião continua a recuar quando mais um relâmpago, desta vez mais longo tudo ilumina. Um, dois, nem chego a três e um forte trovão estremece o avião que entretanto parou. A chuva torna-se ainda mais forte, como é possível? Da minha janela deixo de ver o edifício do aeroporto de Phnom Penh tal é a intensidade da chuva. Do lado de fora parece já uma cascata a passar pelo vidro. É quando uma pergunta surge na minha cabeça. _ E se o avião é atingido por um relâmpago mesmo no depósito do combustível? _ Tá calor aqui dentro... Deixa-me cá re-conduzir os pensamentos...
Novo relâmpago, nova contagem, desta vez até seis... Está-se a afastar, o avião retorna a marcha direito à pista. Mais um, oops, só contei até um... Lá vamos nós! Esta manhã estive no templo e o Buda não deixará que nada de mal me aconteça.

Phnom Penh e o Camboja ficam para trás e escondem-se por baixo do manto espesso e turbulento de nuvens que vão sacudindo o avião. Mais relâmpagos, mais uns ressaltos... Buda não deixará...

O Camboja é um país extremamente interessante. É o típico país do Sudeste Asiático com as suas simpáticas gentes, paisagens deslumbrantes e uma cultura verdadeiramente apaixonante. A passagem pelo país foi curta e não proporcionou grandes passeios turísticos mas é mais um daqueles para voltar e usufruir.

Uma das memórias que guardo é o facto de este ser o que chamei de país do um dólar, "One dollar country". É o país onde tudo o que é oferecido ao turista custa um dólar. Somos constantemente bombardeados pelos vendedores ambulantes e o seu _ "One Doláaaa!". Se se trata de algo demasiado barato para custar um dólar, nada melhor que vender dois por esse mesmo dólar, _ "Tu fó one Doláaa!".

Um dos hábitos que ganhei foi o de fotografar os sinais de STOP dos diferentes países por onde vou passando e, obviamente onde são diferentes. Começou na Tailândia e já recolhi uma boa amostra, como este:

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Estou neste momento em Bangkok à espera do vôo que me levará a Frankfurt onde apanharei ainda mais um com destino a Lisboa. Aproveitei o tempo livre para escrever estas linhas e idealizar esta ultima entrada no blogue. Bom, está na hora e já chamam para o embarque...

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03 novembre 2008

Camboja 2 - Templos de Angkor

Há lugares no mundo que eu considero que têm de ser visitados pelo menos uma vez na vida e os Templos de Angkor são um deles. Uma das maravilhas do mundo, Angkor é um complexo de ruínas das antigas cidades do Império Khmer que dominou a região do Camboja entre os séculos IX e XV. As ruínas, localizadas no interior da densa floresta fazem parte do Património Mundial da UNESCO.

Parti num dos primeiros autocarros que saía de Phnom Penh em direcção a Siem Reap, ponto de partida para os Templos, às 8h30. Pela frente, 6h de viagem de autocarro até Siem Reap e mais uma pequena viagem de pouco mais de 30 minutos de Tuk-Tuk até às famosas ruínas.
O autocarro era razoável e confortável e não foi difícil a viagem. No Camboja, este tipo de autocarros possui uma pessoa tipo "hospedeira" que vai dando informações sobre a viagem, informações turísticas e fornece até uma pequena refeição, com uns snacks e água, onde vai fazendo algum equilibrismo no meio do autocarro de modo a manter o tabuleiro estável. Dado o tempo de viagem até que se torna bastante útil.

O sistema está também montado, a meio da viagem pergunta quem necessita de transporte até ao centro da cidade pois os bilhetes para os Tuk-Tuks são vendidos ali mesmo e a estação de autocarros, por obra do acaso, até fica um pouco afastada. Consoante a distância os preços variam entre 1 e 3 dólares.
Perguntei então o preço para ir directamente para os templos, pois só dispunha dessa mesma tarde e da manhã seguinte para os visitar e teria de ir logo de seguida. A senhora ficou admirada e disse que as viagens são só para o centro, para as pessoas se dirigirem aos hoteis ou pousadas. Repito que tenho de ir logo e após alguns telefonemas lá me diz que tenho de ir num dos Tuk-Tuks que dispõem até à cidade e depois apanhar um outro transporte para os Templos. Não tenho outra hipótese, aceito.
Após a chegada, tomo então o meu Tuk-Tuk para a cidade e confronto logo Phanit, o meu motorista sobre a possibilidade de me levar logo aos templos. Hesita e diz que normalmente todos vão para a cidade. Reforço a minha vontade, ele insiste que é melhor ir primeiro à cidade e eu finalizo que tenho de ir já para os Templos. Ok, responde, eu levo-te!
Phanit tornou-se a partir daí no meu "motorista privado de Tuk-Tuk" e pseudo-guia, pois lá me ia dando algumas escassas informações de tempos a tempos. Esteve comigo nos dois meios-dias que dispunha para a visita e acabou por ser uma boa companhia. Quanto ao seu Tuk-Tuk, tirando o facto de ser constituído por uma pequena motica atrelada ao corpo do Tuk-Tuk e não conseguir passar dos 20Km/h, tudo bem...

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Chegados às bilheteiras tentei ver a melhor forma de comprar os bilhetes, pois no fundo estaria apenas dois meios-dias em Angkor. O bilhete de um dia não pode ser repartido, teria de comprar de dois dias e prontamente a senhora diz-me que dois bilhetes de um dia ficam ao mesmo preço do bilhete de três dias. Não tinha outra hipótese e lá o comprei. Bilhete de três dias, ao preço de dois para uma visita com o tempo total de um. Grande negócio o meu!

O tempo começava a escassear, aqui anoitece cedo e lá fomos o mais rápido possível... A decisão para as visitas do primeiro dia caíu sobre Angkor Thom e Phnom Bakheng, famoso pelo seu por-do-sol.

A porta de Angkor Thom é uma lindíssima ponte repleta de figuras de gigantes nagas (serpentes míticas conhecidas pela possibilidade de terem duas cabeças) sobre o canal e um grande portal bastante impressionantes.

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Após a entrada deparamo-nos logo com The Bayon, o templo do centro de Angkor Thom com as suas torres cónicas que sorriem em todas as direcções.

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Estas, as minhas preferidas.

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Famoso também o Terrace of Elephants com figuras dos Elephantes guerreiros em marcha e nas traseiras o templo de Baphuon.

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Baphuon fica dentro da densa floresta Cambojana o que lhe dá também um ambiente e uma envolvência muito especiais. Esta não é uma floresta normal... É uma floresta muito viva, muito forte e que já engoliu uma grande cidade. Há algo aqui...

Antes do anoitecer rumámos a Phnom Bakheng, o templo que no alto da colina obtém uma vista soberba sobre Angkor e toda a região. Dadas as suas características tournou-se famoso pelo seu pôr-do-sol.

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Bom, é obvio que com toda a fama, o local iria estar repleto de gente. A certo ponto, ao aproximar-se o pôr-do-sol, que não se revelada assim nada de tão especial, e vendo-me no meio de tão grande multidão decidi que o mais interessante não era o tal fenómeno natural que me levou ali mas sim as centenas de pessoas em anfi-teatro de máquinas na mão a postos para o grande momento...

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E cá está ele...

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Terminada a visita, lá fomos em direcção a Siem Reap à procura de alguns hoteis que já havia seleccionado do meu guia (livro). Já em viagem decidi que talvez fosse melhor ficar por um dos hoteis localizados na área à saída da zona dos Templos. Poupava a viagem dessa noite para a cidade e no dia seguinte também já estaria mais perto. E não foi difícil, com um golpe de sorte passámos por um hotel de aspecto agradável e bem localizado, junto a um pequeno centro comercial e a vários restaurantes. Parámos, fui à recepção e fiz a reserva com direito a desconto e tudo. Uma boa opção.

No dia seguinte lá estava Phanit à hora marcada e lá fomos nós ao ritmo do seu Tuk-Tuk rumo à principal das atracções, Angkor Wat.

Mais do que um grandioso e impressionante palácio, Angkor Wat é um símbolo nacional e do orgulho Khmer. Um local majestoso e rico, de silhueta imponente e marcante. Mas palavras para quê, as fotos valem mais do que qualquer coisa que possa dizer...

Foi grande a dificuldade em seleccionar as fotos para colocar aqui no blogue. Tanto este como o templo a seguir são locais verdadeiramente especiais e a câmara não conseguiu ter descanço.

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A segunda visita do dia foi dedicada a Ta Prohm, para mim o mais espectacular dos templos. Não tão grandioso como Angkor Wat, mas com um misticismo muito maior, talvez por ter sido verdadeiramente engolido pela floresta, talvez por dar uma maior sensação de cidade perdida. É um local mágico e extremamente interessante.

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E mais uma vez as imagens falam por si...

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Não muito longe fica Ta Keo, de menor dimensão mas também interessante.

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Para terminar a visita, pois a hora do autocarro de volta a Phnom Penh aproxima-se, uma pequena visita a Prasat Kravan, um pequeno templo junto à estrada de regresso a Siem Reap.

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Ainda bem que decidi partir com alguma tolerância, pois claro está, Phanit levou-me para a estação de autocarros errada, e ainda comenta: _ Mas o autocarro não está aqui!? _ Ao ver o local diferente ainda lhe perguntei se não era no mesmo local onde havia chegado no dia anterior? Phanit disse que não, que lá era apenas a chegada e que as partidas eram todas do mesmo local. Bom, lá ligou para a empresa de transportes, e ligou de novo o Tuk-Tuk... Sempre era no mesmo local.

Siam Reap é uma cidade com pouco para ver e que nesta altura estava em grande parte alagada. Para eles é a normalidade e levam o dia-a-dia da mesma forma.

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Às 12h30 lá estava eu no autocarro a ver os vídeos de karaoke da Lambada e da Macarena em versão Cambojana. Daí a pouco partiu rumo a Phnom Pehn onde chegaríamos daí a 6h. Durante, mais uns vídeos de karaoke...

Posté par mariobernardes à 08:06 - Camboja - Commentaires [0] - Rétroliens [0] - Permalien [#]



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